Vilarejo
Fomos a um vilarejo visitar duas mulheres que estiveram conosco no primeiro semestre deste ano no Projeto: Sushma e Sanshana. Elas nao vieram da rua, mas de um vilarejo muito pobre e por isso a recebemos, Sushma e seu marido se b*atizaram durante o tempo que estiveram conosco, ele vinha todos os sabados no nosso culto no Projeto.
A viagem, subida o tempo todo foi muito dificil devido as curvas, 5 horas de Kathmandu sendo quase todo o percurso curvas, passei mal, e Yoseph tambem, me preocupei com a coluna da Vera devido as estradas serem tao ruins, pulava demais. No final chegamos a "cidade" onde o marido de Sushma nos esperava, nao era cidade, mas uma vila montanha acima. Chegando la nos levaram a um hotel que ele tinha reservado, na verdade era um tipo de pensao, com um banheiro bem tipico para todos, e um quartinho para tomar banho- de agua fria, estamos no inverno. E claro neste dia todos fugimos do banho. O marido de susma nos disse que o vilarejo que ele mora era 20 minutinhos andando, entao achamos que era perto e que talvez com as criancas demorariamos 1 hora, por isso ele recomendou que fretassemos um caminhao, fomos nesse caminhao, eu, Vera e as criancas na cabine e Oscar, Lokesh e Bijay atras, mas descobrimos que 20 minutos nao era pela estrada, mas sim por um atalho, na verdade pela estrada seria umas duas horas. O caminhao subia que nao acabava mais, ate que em um certo lugar tivemos que descer e caminhar a pe, pensamos que era perto, mas como andamos montanha acima. La na vila, ja fomos recebidos com um almoco, e a familia do Bijay, a mae dele nao e crista, e em consequencia da nossa chegada, a vizinhanca apareceu tambem, provavelmente para ver quem eram os estranhos que chegaram. Entramos dentro da cozinha bem escura a moda nepali, e almocamos, eu sabia que tinha gente la fora e pedi ao Oscar que trouxesse uma palavra para esse pessoal, quando saimos tinha mais gente do que esperavamos, sem nenhum convite, tinha bastante gente no quintal comunitario do Bijay. Oscar Ev*angelizou a todos. Depois de orarmos fomos a casa da Sanshana, la fizemos outra reuniao a pedido deles, mas dessa vez para os crentes, Oscar deu uma palavra de encorajamento, e eles compartilharam e ao mesmo tempo pediram conselho do que fazer. Eles tem nesse vilarejo cerca de 50 cristaos, e a igreja fica a duas horas montanha abaixo, duas horas pra ir, e duas pra voltar, ou mais, a volta e mais dificil, e longe e tem pessoas de idade e doentes que nao conseguem ir, eles desejam iniciar um trabalho la, mas precisam de um lider. Pra isso precisam de oracao.
Na volta, fomos informados de que o caminhao nao poderia voltar para nos buscar, por falta de combustivel, o pais esta em crise de combustivel de novo. Entao comecamos a descer por aquela estrada, depois de caminhar bastante, nos disseram que agora iriamos pegar o atalho, pois pela estrada teriamos que andar horas, e ja estava tarde. O atalho me assustou, parecia perigoso, descer por caminhos que parecia que a qualquer momento iriamos escorregar, era uma descida realmente dificil, fiquei preocupada com as criancas, que ja nao aguentavam mais, carreguei o Yoseph por um tempo, mas nao aguentei, os tios ate que tentaram carrega-lo, mas ele nao aceitou. Me preocupei tambem com Vera e Oscar, pensei que se soubesse que esses 20 minutinhos que nos falaram fosse to perigoso nao teria vindo.
mas por fim, valeu todo o sacrificio, e e claro nao foram 20 minutinhos.
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